Gilmar Stelo e Stelo Advogados Associados
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Como as leis de concorrência podem impactar a estratégia comercial das empresas? Entenda com Gilmar Stelo

O escritório Stelo Advogados Associados, que tem como sócio Gilmar Stelo, explica que a solidariedade passiva em contratos empresariais representa um dos mecanismos mais robustos de garantia de crédito no ordenamento jurídico brasileiro. Este instituto jurídico impacta diretamente a saúde financeira e a gestão de riscos das companhias. Compreender estas cláusulas é vital para evitar surpresas em execuções judiciais e para estruturar parcerias comerciais mais seguras. 

Continue a leitura para entender como a lei distribui o peso das obrigações e como proteger sua operação de passivos imprevistos.

Como funciona a dinâmica da solidariedade passiva em contratos empresariais?

O conceito jurídico estabelece que, na solidariedade passiva, o credor possui o direito de exigir e receber de qualquer um dos devedores, parcial ou totalmente, a dívida comum. Como sugere o advogado gaúcho Gilmar Stelo, essa estrutura visa conferir maior celeridade e segurança ao recebimento do crédito, uma vez que o credor não precisa acionar todos os devedores simultaneamente. 

O pagamento efetuado por um dos obrigados extingue a dívida perante o credor original, liberando os demais daquela cobrança específica, embora crie uma nova relação interna de acerto de contas entre os devedores. Além disso, diferente de outras obrigações, a solidariedade passiva em contratos empresariais não se presume; ela deve decorrer obrigatoriamente da lei ou da vontade expressa das partes no instrumento contratual. 

Quais são os principais efeitos práticos para o devedor solidário?

A solidariedade passiva em contratos empresariais impõe responsabilidades amplas aos envolvidos, especialmente porque elimina o benefício de ordem, permitindo que o credor cobre integralmente a dívida de qualquer devedor solidário. Como ressalta o advogado Gilmar Stelo, essa condição expõe o patrimônio das empresas participantes ao mesmo nível de risco, independentemente de quem tenha originado o inadimplemento. 

Em situações de insolvência de um parceiro comercial, os demais podem ser compelidos a assumir integralmente a obrigação, o que pode gerar impactos significativos no fluxo de caixa e na estabilidade financeira da organização. Além disso, após a quitação do débito por apenas um dos devedores, surge o direito de regresso, permitindo que o responsável pelo pagamento busque ressarcimento proporcional junto aos demais coobrigados. 

Gilmar Stelo e Stelo Advogados Associados
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Como o direito de regresso protege o devedor que pagou a dívida?

O direito de regresso é o instrumento jurídico que busca restabelecer o equilíbrio patrimonial após a extinção da dívida solidária por um único agente. De acordo com o advogado gaúcho Gilmar Stelo, aquele que pagou o total da dívida tem o direito de exigir de cada um dos co-devedores a sua parte proporcional, sendo que, no silêncio do contrato, presume-se que as quotas são iguais. 

No entanto, o sucesso desta cobrança depende da solvência dos parceiros, o que torna a escolha dos aliados comerciais uma decisão tão jurídica quanto financeira. Portanto, a existência deste mecanismo não anula o risco imediato de descapitalização, mas oferece um caminho legal para a recuperação dos valores. 

A gestão de passivos solidários

O escritório Stelo Advogados Associados, que tem como sócio Gilmar Stelo, resume que a solidariedade passiva em contratos empresariais é uma faca de dois gumes: facilita o acesso a mercados e recursos, mas expõe o patrimônio a riscos de terceiros. 

Por fim, a maturidade de uma gestão jurídica se revela na capacidade de identificar essas armadilhas contratuais e negociar termos que equilibrem a garantia do credor com a proteção do devedor. Estar atento às nuances da lei é a única forma de garantir que a cooperação empresarial não se transforme em um fardo financeiro insustentável. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez