Garantir o fornecimento contínuo e seguro de água potável é um dos maiores desafios da infraestrutura urbana, pois como elucida Odair Jose Mannrich, engenheiro e fundador da empresa Versa Engenharia Ambiental, exige planejamento técnico, obras de qualidade e operação eficiente. O sistema de abastecimento envolve um conjunto integrado de etapas, que vão desde a captação até a distribuição final ao consumidor, e qualquer falha nesse percurso pode comprometer a qualidade e a regularidade do serviço.
Se você quer entender como funcionam os sistemas de abastecimento de água e por que a eficiência operacional é decisiva para a sustentabilidade dos serviços, continue a leitura.
Captação e adução: início do sistema
A primeira etapa do abastecimento é a captação, que pode ocorrer em mananciais superficiais, como rios e represas, ou em fontes subterrâneas, como poços. A escolha do manancial depende de fatores como disponibilidade hídrica, qualidade da água e proximidade dos centros de consumo.
Após a captação, a água é conduzida por adutoras até as estações de tratamento ou reservatórios intermediários. Nessa fase, o dimensionamento correto das tubulações e a escolha de materiais adequados são essenciais para reduzir perdas e garantir segurança hidráulica. Odair Jose Mannrich apresenta que a proteção dos mananciais é parte estratégica do sistema, pois evita contaminações e reduz custos futuros de tratamento.
Tratamento de água e garantia da potabilidade
Nas estações de tratamento de água (ETAs), a água passa por processos físicos e químicos que removem impurezas e microrganismos, informa Odair Jose Mannrich, etapas como coagulação, floculação, decantação, filtração e desinfecção são combinadas conforme a qualidade da água bruta.
A operação adequada dessas unidades exige monitoramento constante de parâmetros como turbidez, pH e concentração de desinfetantes. Assim, a automação e o uso de sensores em tempo real têm se tornado cada vez mais comuns para aumentar a confiabilidade do processo. O objetivo final é garantir que a água distribuída atenda aos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação sanitária.
Reservação e distribuição: desafios de pressão e cobertura
Após o tratamento, a água é armazenada em reservatórios que permitem regularizar o fornecimento ao longo do dia e atender picos de consumo. Esses reservatórios também desempenham papel importante em situações de emergência, como interrupções temporárias na produção.
Na etapa de distribuição, a água percorre redes extensas até chegar às residências, comércios e indústrias. Nesse ponto, controlar a pressão e evitar vazamentos são fatores críticos para manter eficiência e reduzir desperdícios, ressalta o engenheiro Odair Jose Mannrich. A setorização da rede, com a criação de distritos de medição e controle, permite identificar áreas com maiores perdas e direcionar ações de manutenção de forma mais precisa.

Eficiência operacional e redução de perdas
A eficiência de um sistema de abastecimento está diretamente ligada à capacidade de minimizar perdas físicas e aparentes. Vazamentos em tubulações antigas, ligações irregulares e falhas de medição contribuem para desperdício de água tratada e aumento de custos operacionais.
Por esse motivo, programas de substituição de redes, uso de tecnologias de detecção de vazamentos e implantação de medidores inteligentes vêm ganhando espaço nas concessionárias e serviços municipais.
Essas medidas não apenas preservam recursos hídricos, mas também melhoram o equilíbrio financeiro dos sistemas, permitindo reinvestimentos em expansão e modernização.
Integração entre projeto, obra e operação
Um aspecto frequentemente negligenciado é a integração entre as fases de projeto, execução das obras e operação dos sistemas. Decisões tomadas na etapa de concepção influenciam diretamente os custos de manutenção e a vida útil dos equipamentos, destaca o engenheiro.
Materiais de melhor desempenho, traçados adequados e previsão de acessos para manutenção facilitam a gestão futura do sistema. Dessa forma, a engenharia deve considerar não apenas o custo inicial da obra, mas também o desempenho ao longo do tempo. Odair Jose Mannrich ainda demonstra que essa visão integrada é fundamental para garantir que investimentos em saneamento resultem em serviços confiáveis e duradouros.
Eficiência como pilar da sustentabilidade hídrica
Os sistemas de abastecimento de água são estruturas complexas que exigem planejamento técnico, execução qualificada e gestão eficiente. Cada etapa, da captação à distribuição, desempenha papel essencial para garantir fornecimento seguro à população.
Ao priorizar eficiência operacional, redução de perdas e integração entre projeto e operação, gestores e empresas contribuem para a sustentabilidade dos serviços e para o uso responsável dos recursos hídricos.
Nesse contexto, a atuação técnica e institucional de Odair Jose Mannrich reforça a importância de tratar o abastecimento de água como política estratégica de desenvolvimento urbano e qualidade de vida.
Autor: Dmitry Petrov










