Networking costuma ser associado à troca de contatos, à participação em eventos e à aproximação entre profissionais. Dalmi Defanti, fundador da Gráfica Print e especialista em assuntos gráficos, considera que a facilidade de criar conexões pelas redes sociais e plataformas profissionais mudou a maneira de construir relações no mercado. Em 2026, ter uma lista extensa de contatos diz menos do que a capacidade de desenvolver vínculos baseados em continuidade, confiança e troca.
Saiba mais a seguir!
Ter muitos contatos significa ter networking?
Adicionar alguém a uma rede profissional ou trocar cartões durante um evento cria uma conexão, mas não necessariamente estabelece um relacionamento. O contato pode existir por anos sem qualquer interação significativa. Networking começa a ganhar consistência quando existe interesse genuíno em acompanhar, conversar e compartilhar experiências. É essa continuidade que transforma uma aproximação pontual em uma relação capaz de permanecer relevante ao longo da trajetória profissional.
Essa diferença se tornou ainda mais evidente com a comunicação digital. É possível conhecer profissionais de diferentes cidades e áreas sem sequer encontrá-los presencialmente. Ao mesmo tempo, a facilidade para estabelecer conexões faz com que muitas delas permaneçam superficiais. Em razão disso, manter algum contato depois do primeiro encontro pode ser mais significativo do que simplesmente ampliar a lista de conexões em uma plataforma.
Dalmi Defanti interpreta que, nesse cenário, a qualidade das relações pode ter mais importância do que o número de pessoas conhecidas. Uma rede profissional útil não precisa ser enorme. Ela precisa reunir pessoas com as quais exista algum nível de confiança, respeito e possibilidade de troca. Compartilhar conhecimentos, indicar oportunidades e acompanhar o desenvolvimento de outros profissionais são formas de dar continuidade a essas relações.
O que transforma um contato em uma relação?
A continuidade é um dos elementos mais importantes. Uma relação profissional não precisa envolver conversas frequentes, mas depende de algum acompanhamento ao longo do tempo. Demonstrar interesse pelo trabalho de alguém, compartilhar uma informação relevante ou retomar uma conversa iniciada anteriormente são formas simples de manter o vínculo. Pequenos contatos feitos de maneira espontânea podem contribuir para que a relação não fique restrita ao momento em que as pessoas se conheceram.

Também existe uma diferença entre procurar alguém apenas quando existe uma necessidade e construir uma relação antes de precisar dela. Quando o contato é baseado exclusivamente em pedidos, a interação pode assumir um caráter transacional. Quando existe troca, o relacionamento tende a se desenvolver de outra maneira. Oferecer conhecimento, reconhecer o trabalho de outra pessoa ou contribuir com uma oportunidade também são maneiras de fortalecer uma rede profissional ao longo do tempo, comenta Dalmi Defanti Cuiabá.
O networking mudou com as redes sociais?
As redes sociais ampliaram as formas de relacionamento profissional. Uma pessoa pode acompanhar projetos, opiniões e experiências de outras sem estar no mesmo ambiente físico. Isso facilita a aproximação, mas também exige mais cuidado com a maneira como cada profissional se apresenta e interage. Nesse ambiente, a coerência entre o que se publica e a forma como se participa das conversas ajuda a construir uma presença profissional mais consistente.
Publicar conteúdo, participar de discussões e compartilhar conhecimentos pode ajudar a tornar uma trajetória mais conhecida. Porém, presença digital não substitui relacionamento. Um perfil ativo pode gerar visibilidade, mas a construção de confiança depende das interações que acontecem depois. Responder com atenção, trocar ideias e demonstrar interesse pelo trabalho de outras pessoas são atitudes que ajudam a transformar a visibilidade em conexão.
Esse contexto também favorece relações mais espontâneas. Uma conversa iniciada a partir de um interesse em comum pode evoluir para uma troca profissional sem que exista, desde o início, uma intenção comercial. Para Dalmi Defanti, essa naturalidade ajuda a diferenciar o relacionamento de uma simples coleção de contatos. Quando a aproximação surge de interesses e experiências compartilhadas, existe mais espaço para que a relação se desenvolva de maneira gradual e genuína.










