Pesquisa c acende disputa pelo Governo do Maranhão e coloca saúde e infraestrutura no centro do debate
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Pesquisa c acende disputa pelo Governo do Maranhão e coloca saúde e infraestrutura no centro do debate

Levantamento Quaest mostra Braide na liderança, mas aponta temas que podem definir a escolha dos eleitores maranhenses em outubro.

A corrida pelo Governo do Maranhão ganhou um novo retrato nesta semana com a divulgação de uma pesquisa Quaest realizada entre 20 e 23 de agosto. O levantamento mostra Eduardo Braide (PSD) com 44% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão (MDB), com 25%, enquanto Felipe Camarão (PT) aparece com 6% e Roberto Rocha (PRTB), com 3%. A pesquisa ouviu 900 eleitores presencialmente, tem margem de erro de três pontos percentuais e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-02558/2026. (UOL Notícias)

Mais do que indicar quem está na frente, porém, os números ajudam a responder uma dúvida importante para o eleitor: o que realmente pode definir a eleição no Maranhão? O levantamento revela que saúde, infraestrutura e segurança aparecem entre as principais preocupações da população. Isso significa que a disputa não será decidida apenas pelas alianças políticas ou pela polarização nacional, mas também pela capacidade dos candidatos de apresentar respostas para problemas que fazem parte da rotina dos municípios.

O que a nova pesquisa mostra sobre a disputa pelo Governo do Maranhão

O principal destaque do levantamento é a vantagem de Eduardo Braide, ex-prefeito de São Luís, que aparece com 44% das intenções de voto no cenário estimulado. Orleans Brandão, sobrinho do atual governador Carlos Brandão, registra 25%, enquanto Felipe Camarão soma 6% e Roberto Rocha chega a 3%. André Luis aparece com 1%, e outros candidatos não alcançam 1%; brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar representam 4%, enquanto 17% ainda não decidiram. (Band)

A diferença de 19 pontos entre os dois primeiros colocados coloca Braide em posição confortável neste momento, mas não significa que o resultado de outubro esteja definido. Um dado importante da pesquisa é que 37% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar de voto, enquanto 62% consideram sua escolha definitiva. Na modalidade espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Braide aparece com 21%, Orleans com 13% e Felipe Camarão com 1%, enquanto 64% permanecem indecisos. (Band)

Esse volume de eleitores ainda sem uma escolha espontânea mostra que existe espaço para mudanças durante a campanha. A propaganda eleitoral, os debates, as alianças e a apresentação de propostas podem alterar a percepção do eleitor até a votação. Para os municípios do interior, também deve pesar a capacidade dos candidatos de apresentar soluções para demandas locais, como estradas, atendimento médico, abastecimento de água, segurança e geração de empregos.

O cenário também precisa ser observado à luz da avaliação do atual governo. Segundo a Quaest, a gestão de Carlos Brandão tem 54% de aprovação, enquanto 30% desaprovam e 16% não souberam ou não responderam. Quando perguntados se o governador merece eleger um sucessor, 46% disseram que sim e 42% responderam que não. (Band)

Saúde e infraestrutura podem pesar mais que alianças políticas

Um dos dados mais importantes para entender a eleição está na resposta dos maranhenses sobre os problemas que consideram prioritários. A saúde aparece em primeiro lugar, citada por 28% dos entrevistados, seguida por infraestrutura, com 21%. Violência aparece com 11%, desemprego com 6% e pobreza ou desigualdade com 5%. Economia e corrupção foram mencionadas por 4% cada, enquanto educação também registrou 4%. (Band)

Esses números ajudam a deslocar o debate eleitoral para questões concretas. Em vez de discutir somente quem apoia quem, o eleitor pode avaliar como cada candidatura pretende ampliar o atendimento na rede pública de saúde, melhorar hospitais e serviços regionais e reduzir a necessidade de deslocamentos para São Luís em busca de atendimento. Para moradores de municípios menores, essa questão pode ter impacto direto no tempo e no custo necessários para conseguir consultas, exames ou procedimentos especializados.

A infraestrutura também representa uma demanda ampla porque envolve diferentes áreas da vida econômica do Maranhão. Rodovias em boas condições facilitam o transporte de pessoas e mercadorias, enquanto investimentos em saneamento, mobilidade e infraestrutura urbana podem melhorar a qualidade de vida nas cidades. Para um estado que possui atividades relevantes no agronegócio, mineração, indústria e logística, a qualidade da infraestrutura também influencia a competitividade dos municípios e a capacidade de atrair novos investimentos.

A pesquisa ainda mostra que o eleitor maranhense não necessariamente está buscando apenas uma continuidade integral do atual modelo de governo. Sobre os rumos da administração estadual, 23% afirmam que o próximo governador deve continuar o trabalho que vem sendo realizado, enquanto 36% defendem mudanças apenas no que não está funcionando e outros 36% consideram necessária uma mudança completa. Isso revela um eleitorado dividido sobre o grau de continuidade que deseja para o estado. (Band)

Outro ponto que pode influenciar a campanha é a relação entre política estadual e nacional. A Quaest indica que 54% dos entrevistados preferem que o próximo governador seja aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 16% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro e 25% defendem um governador independente. O dado mostra que a associação com Brasília pode ajudar ou prejudicar candidatos, dependendo de como cada eleitor avalia essa proximidade. (Band)

O que o eleitor do Maranhão deve observar até outubro

Para o maranhense, a pesquisa funciona como uma fotografia do momento e não como previsão do resultado. O levantamento foi realizado antes de uma parte importante da campanha eleitoral e, portanto, ainda haverá espaço para candidatos ampliarem seu conhecimento entre os eleitores, apresentarem propostas e modificarem sua posição na disputa. O próprio percentual de 37% que admite mudar o voto mostra que a eleição ainda possui uma parcela relevante de eleitores potencialmente aberta a novas escolhas. (Band)

Um dos pontos que merece atenção é o nível de conhecimento dos candidatos. A pesquisa aponta que 25% dos entrevistados não conhecem Orleans Brandão, enquanto 51% afirmam não conhecer Felipe Camarão e 49% dizem não conhecer Roberto Rocha. Já Eduardo Braide possui maior nível de familiaridade: 57% afirmam conhecê-lo e que poderiam votar nele, enquanto 18% dizem conhecê-lo e não votariam nele. Isso ajuda a explicar por que a exposição de campanha poderá ser determinante para os nomes que ainda possuem menor reconhecimento. (Band)

Para quem acompanha a política em São Luís, o desempenho de Braide também merece atenção porque sua trajetória como prefeito da capital coloca a gestão municipal dentro do debate estadual. A eleição, entretanto, será decidida por eleitores de todo o Maranhão, e o desempenho dos candidatos no interior poderá ser fundamental para confirmar ou modificar o cenário atual. Municípios das diferentes regiões possuem necessidades próprias e podem responder de maneira diferente às propostas apresentadas.

Além da disputa pelo governo, os maranhenses também escolherão dois senadores, deputados federais, deputados estaduais e o presidente da República. A própria Justiça Eleitoral realizou recentemente uma eleição simulada em Paulino Neves para testar urnas, mesários e procedimentos antes do pleito oficial, reforçando que a preparação para outubro já está em andamento. O teste envolveu cerca de 15 mil eleitores e terminou sem registro de intercorrências técnicas ou logísticas. (Justiça Eleitoral)

A nova pesquisa Quaest coloca Eduardo Braide em vantagem, mas também revela um eleitorado atento principalmente a problemas concretos do Maranhão. Saúde, infraestrutura e segurança aparecem como temas capazes de influenciar a escolha, enquanto a discussão sobre continuidade ou mudança divide a população. Para o eleitor, o mais importante nas próximas semanas será comparar propostas, verificar compromissos e observar como cada candidato pretende transformar promessas em políticas públicas. Com uma parcela significativa ainda aberta a mudar de voto, a campanha tende a ganhar força e pode alterar o cenário apresentado pela pesquisa.