Braide segue à frente na corrida pelo governo do Maranhão, mas pesquisas mostram oscilação na distância para Orleans Brandão
Braide segue à frente na corrida pelo governo do Maranhão, mas pesquisas mostram oscilação na distância para Orleans Brandão
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Braide segue à frente na corrida pelo governo do Maranhão, mas pesquisas mostram oscilação na distância para Orleans Brandão

Levantamentos divulgados em julho confirmam liderança do prefeito de São Luís, enquanto instituto anterior havia apontado empate técnico com o adversário do MDB

A disputa pelo governo do Maranhão em 2026 ganhou contornos mais claros nas últimas semanas, ainda que os números continuem variando conforme o instituto responsável pela pesquisa. O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, do PSD, aparece à frente em todos os levantamentos mais recentes, mas a distância para o principal adversário, Orleans Brandão, do MDB, muda de forma significativa dependendo de quem fez a coleta de dados.

A pesquisa mais recente, divulgada pelo instituto Real Time Big Data em 8 de julho, mostra Braide com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Orleans Brandão. Na sequência aparecem Roberto Rocha, do Novo, e Felipe Camarão, do PT, empatados com 9% cada. Enilton Rodrigues, do Psol, tem 2%, e André Luís, da Missão, soma 1%. O levantamento ouviu 1.600 eleitores nos dias 6 e 7 de julho, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-04311/2026.

Dias depois, um segundo instituto reforçou a vantagem do prefeito de São Luís. A pesquisa do IPPI, realizada entre 8 e 12 de julho com 1.500 eleitores, apontou Braide com 42,1% e Orleans Brandão com 26%.

Felipe Camarão aparece com 5,9% e André Luís com 1,8%, enquanto os demais nomes não chegam a dois dígitos. O registro desse levantamento no TSE é o MA-09885/2026.

O cenário, no entanto, nem sempre foi tão favorável ao pré-candidato do PSD. Em março, uma pesquisa do Instituto Paraná mostrava uma disputa bem mais apertada, com Braide em 34,6% e Orleans Brandão logo atrás, com 30,3%. Já em levantamento do Instituto Econométrica, contratado pelo portal Imirante e também divulgado no início do ano, Orleans Brandão chegou a aparecer numericamente à frente, com 33,9% contra 32,2% de Braide, configurando um empate técnico dentro da margem de erro.

Essa variação entre pesquisas de institutos diferentes é comum em processos eleitorais e costuma gerar debate sobre metodologia, mas também ajuda a entender a dinâmica da disputa maranhense. Orleans Brandão é sobrinho do atual governador Carlos Brandão, do MDB, o que o coloca como uma espécie de continuidade da gestão estadual. Braide, por sua vez, chega à disputa capitalizando a gestão à frente da prefeitura de São Luís, encerrada recentemente.

Nos cenários de segundo turno simulados pelos institutos, o quadro segue favorável ao prefeito são-luisense.

A pesquisa Real Time Big Data projetou vitória de Braide por 52% a 38% em um eventual confronto direto contra Orleans Brandão. Já a pesquisa do Instituto Econométrica, mesmo tendo apontado equilíbrio no primeiro turno, também indicou vantagem de Braide em simulação de segundo turno, por 45,8% a 40,5%.

Vale destacar que um dado chamou atenção nas pesquisas realizadas ainda no início do ano. Quando perguntados sobre quem acreditavam que venceria a eleição, independentemente do próprio voto, os eleitores em alguns levantamentos colocaram Orleans Brandão à frente de Braide, mesmo com o prefeito liderando nas intenções de voto declaradas. Esse tipo de percepção costuma ser interpretado por analistas políticos como um indicativo da força de articulação e capilaridade que cada campo consegue mobilizar dentro do próprio estado.

Com a eleição ainda a poucos meses de distância, o cenário deve continuar em movimento. Novas pesquisas devem surgir ao longo dos próximos meses, à medida que as campanhas ganham força e os debates entre pré-candidatos se tornam mais frequentes. Por enquanto, o que os números mostram é uma corrida polarizada entre dois nomes, com Braide mantendo vantagem consistente nos levantamentos mais recentes, mas sem que a disputa esteja de fato definida.

Fontes: Poder360 | CartaCapital | Blog do Jorge Aragão | Blog do Esmael | Nilton Lee