Paulo Roberto Gomes Fernandes observa que a dinâmica do setor de pipelines ganhou novas camadas de complexidade ao longo dos últimos anos, especialmente diante do avanço tecnológico e das exigências regulatórias mais rigorosas. Nesse contexto, nota-se que, em 2026, eventos internacionais voltados a oleodutos e gasodutos continuam exercendo papel estratégico ao reunir empresas, especialistas e formuladores de políticas para discutir segurança, eficiência operacional e soluções aplicáveis à infraestrutura energética e industrial. A relevância dessas exposições vai além da apresentação de produtos, consolidando-se como espaços de debate técnico sobre os rumos do setor.
O crescimento da demanda por energia, aliado à necessidade de reduzir riscos ambientais e operacionais, tornou o transporte de petróleo e gás um tema central nas agendas governamentais e empresariais. Ao mesmo tempo, obras subterrâneas de grande escala passaram a integrar projetos logísticos, ferroviários e urbanos, ampliando o escopo das tecnologias tradicionalmente associadas aos pipelines.
A Ásia como eixo estratégico da indústria de oleodutos e gasodutos
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a Ásia-Pacífico consolidou-se como um dos principais polos globais da indústria de pipelines, tanto pelo volume de investimentos quanto pela complexidade dos projetos executados na região. Países como China, Rússia e nações da Ásia Central impulsionaram grandes corredores energéticos, conectando áreas produtoras a centros consumidores por meio de extensas redes de gasodutos e oleodutos.
Esse movimento estimulou o desenvolvimento de feiras e fóruns especializados que acompanham a evolução do setor há mais de duas décadas. O crescimento desses eventos reflete a própria transformação da indústria, que passou de encontros regionais para exposições de escala global, reunindo centenas de expositores e milhares de profissionais. Além da energia, soluções apresentadas nesses espaços passaram a dialogar com demandas de infraestrutura urbana, mineração, transporte ferroviário e projetos aquaviários.
Tecnologia aplicada a obras subterrâneas de grande escala
Conforme analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos temas centrais dessas exposições é a aplicação de novas tecnologias em obras subterrâneas de grande extensão. Projetos que antes eram considerados inviáveis, seja por limitações técnicas ou por incertezas geológicas, tornaram-se possíveis a partir da evolução de sistemas de lançamento de tubos, monitoramento estrutural e controle logístico em ambientes confinados.

A construção de túneis extensos exige planejamento minucioso, integração entre engenharia civil e mecânica, além de soluções que garantam precisão e segurança durante a instalação de dutos. Tecnologias voltadas ao lançamento controlado de tubos em túneis ganharam protagonismo, pois reduzem riscos operacionais e ampliam a eficiência em projetos de longa distância. Esse avanço também impacta diretamente setores como transporte ferroviário e obras de saneamento, que passaram a se beneficiar de métodos originalmente desenvolvidos para pipelines energéticos.
Segurança operacional e mitigação de riscos ambientais
Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a segurança permanece como um dos pilares centrais da indústria de oleodutos e gasodutos. Dados internacionais continuam indicando que incidentes em redes de transporte de energia geram perdas financeiras expressivas e podem causar danos ambientais de grande escala. Por essa razão, os mercados mais exigentes passaram a adotar padrões rigorosos de controle, inspeção e manutenção preventiva.
Exposições e congressos do setor dedicam espaço relevante à integração entre diferentes camadas de tecnologia de segurança, desde sensores e sistemas de monitoramento até protocolos operacionais e treinamento técnico. A interação entre esses elementos é fundamental para reduzir falhas, proteger pessoas e preservar o meio ambiente. Em 2026, o debate já não se limita à resposta a incidentes, mas se concentra em estratégias de prevenção e gestão de riscos ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos.
Tendências atuais e o papel dos fóruns internacionais
Sob a perspectiva de Paulo Roberto Gomes Fernandes, os fóruns internacionais de pipelines seguem como termômetros das tendências que moldam o futuro da infraestrutura energética. A digitalização dos sistemas de controle, o uso de dados em tempo real e a busca por maior eficiência energética estão no centro das discussões atuais. Paralelamente, cresce a atenção a critérios ambientais e à adaptação das infraestruturas existentes a novas demandas regulatórias.
Esses eventos também favorecem a troca de experiências entre diferentes mercados, permitindo que soluções desenvolvidas em um contexto sejam adaptadas a realidades distintas. Em um cenário global marcado por transições energéticas e pela necessidade de infraestrutura resiliente, a continuidade desses encontros reforça sua importância estratégica para a indústria de pipelines e para setores que dependem diretamente de obras subterrâneas complexas.
Autor: Dmitry Petrov










